
A pergunta aparece sempre que alguém compara dois orçamentos: se o aparelho é o mesmo e o exercício parece o mesmo, por que o valor é diferente.
A resposta não está no equipamento. Está no que acontece antes da primeira sessão e no motivo pelo qual cada exercício foi escolhido. Neste texto você vai entender a diferença e descobrir em qual dos dois formatos você se encaixa.
O aparelho não é o que define
Reformer, cadeira, barril e bola aparecem nos dois lugares. Equipamento é ferramenta, e ferramenta boa não decide nada sozinha.
O que define é a intenção. Na aula, o objetivo é condicionamento: ganhar força, mobilidade e consciência corporal, em geral em grupo. É um ótimo objetivo e funciona muito bem para quem se encaixa nele.
No pilates clínico o objetivo é tratar uma queixa específica. Existe um problema identificado, existe uma meta e existe um critério para saber se está funcionando.
A avaliação que existe antes
A diferença começa na primeira sessão, que no pilates clínico não é exercício, é avaliação. Mobilidade articular, força, padrão respiratório, controle de tronco e os movimentos que reproduzem a sua queixa.
É esse exame que responde por que a sua série vai ser aquela. Se o quadril não tem rotação, tem exercício para isso. Se a musculatura profunda do abdômen não ativa, o trabalho começa por ela. Cada escolha tem um motivo que dá para explicar em uma frase.
Na aula, a série é a mesma para todo mundo que estiver na sala naquele horário, com as adaptações que der para fazer. No clínico, a série existe por causa do seu exame.

Quem conduz e o que isso muda
O pilates clínico é conduzido por fisioterapeuta, profissional formado para avaliar, definir conduta e acompanhar a evolução de um quadro. É isso que permite trabalhar com quem tem dor, com quem saiu de cirurgia e com quem tem restrição de movimento.
Também muda a progressão. Exercício que ficou fácil parou de tratar, então a série é revista periodicamente conforme o corpo responde, e não em blocos fixos de tempo.
Quando procurar um fisioterapeuta
Se você tem dor que volta toda vez que para de se exercitar, se terminou um tratamento e quer manter o que ganhou, ou se tem medo de se machucar na academia e por isso acaba não fazendo nada, o pilates clínico foi feito exatamente para essa situação.
Algumas situações pedem avaliação médica antes de começar: dor aguda de origem desconhecida, pós-operatório sem liberação do cirurgião, gestação de risco ou qualquer quadro ainda em investigação. Nesses casos o médico avalia primeiro e o exercício entra depois.
Este texto é informativo e não substitui uma avaliação individual. Só um profissional pode avaliar o seu caso.
Converse com um fisioterapeuta
Não existe formato melhor no absoluto, existe o que combina com o seu momento. Quem está bem e quer condicionamento se dá muito bem na aula. Quem tem uma queixa para resolver precisa de avaliação antes de escolher o exercício.
Na Clínica Movere o atendimento é conduzido por Rafael Menezes, fisioterapeuta com inscrição ativa no CREFITO-5 e pós-graduação em Fisioterapia Traumato-Ortopédica. Conheça a página de pilates clínico e agende a sua avaliação pelo WhatsApp. As sessões são individuais, em Porto Alegre, no bairro Petrópolis.

